Deus chama apenas os jovens? Entenda mais sobre as vocações adultas.

Atrair o jovem, despertar o jovem, acompanhar o jovem… Muito é dito sobre os desafios e possibilidades que os animadores vocacionais encontram junto desse público. Foi também direcionado a eles que a maioria dos processos formativos e pedagógicos vocacionais foram delineados, embora que muitos, nas conjunturas atuais e por falta de atualização, não tenham se mostrado efetivos mesmo com a faixa etária em questão.

De fato, aparenta revelar-se mais oportuno iniciar a jornada gradativa da vocação em sintonia com o momento em que a pessoa começa a olhar para o futuro em busca de um sentido, desenvolvendo-se como ser humano e como chamado à vocação. Contudo, isso não impede – ou não deveria impedir – que aqueles que já avançaram alguns passos na sua história de vida achem no decorrer desse caminho o Deus que ama e chama independente de todo o tempo e espaço.

Afinal, diante das mudanças sociais, das transformações tecnológicas e digitais e do rápido e intenso volume de informações, inclusive alcançar o jovem com a proposta vocacional tem sido bastante complexo.

“Mas toda a vida de um homem e de um cristão, fruto do amor infinito de Deus Pai, é uma ‘vocação’ que abraça as diferentes etapas da existência e dá sentido às várias situações, até mesmo ao sofrimento, à doença, à velhice” (São João Paulo II).

Continue sua leitura e compreenda mais sobre o tema!

  1. Tarde demais para Deus?

O Instituto Discípulos de Emaús (IDE) é uma iniciativa que prova-nos que não!

Com a finalidade de formar em tempo parcial adultos de 28 a 48 anos, solteiros ou viúvos, ao ministério ordenado, o Instituto fundado no Seminário Maior de Bovendonk por ​​Dom Hubertus C. A. Ernst, na Holanda (1983), chega ao Brasil (Arquidiocese de Curitiba/PR) em 2019 com o apoio também do Pe. Matthias J. A. Ham, que atuou como reitor por 12 anos no Seminário pioneiro.

Em 2018, após 35 anos de fundação, 113 homens já tinham alcançado a ordenação presbiteral e 13 diáconos permanentes haviam se formado.

No seu livro Tarde Te Amei: Formação de Adultos ao Ministério Ordenado, Pe. Matthias relata um pouco dessa experiência e, logo na introdução, compartilha como o IDE surgiu tendo em vista não a dificuldade da Igreja com a falta de sacerdotes, mas a preocupação “singular de abrir mais portas pelas quais interessados poderiam ter acesso ao ministério presbiteral”, ou seja, pensando primeiro na pessoa, na vocação!

Também ressalta na obra que “a tentativa de inserir ‘vocações adultas’ nas estruturas já existentes é como remendar, adaptar, improvisar; sempre a partir de uma maneira já conhecida de se pensar e trabalhar, tendo como base, ainda, estruturas ‘antigas’. Por isso, ‘é preciso ter a coragem de levar a fundo uma revisão das estruturas de formação e preparação do clero e do laicato da Igreja’.”

Assim, a metodologia do Instituto Discípulos de Emaús funciona da seguinte forma: o homem continua com seus ofícios durante a formação, que inclui 20 finais de semana no Instituto e 4 anos de estudos de Teologia e Filosofia, além do estágio pastoral por 2 anos nas paróquias, no caso da ordenação sacerdotal.

Um modelo que verdadeiramente se compromete com a cultura vocacional, com a Igreja e personaliza-se para acolher a todos!

  1. Como trazer isso para a realidade da minha instituição? Como realizar o discernimento e acompanhamento das vocações adultas?

Após conhecer um exemplo tão positivo, você também deve estar se questionando sobre isso…

Muitas Congregações e Seminários enfrentam também inseguranças sobre o histórico dessas pessoas. De tal modo, o acolhimento pode ser prosseguido a partir de um diálogo inicial bem aberto, com uma conversa individual de avaliação aprofundada, contando com apoio de uma equipe, de psicólogos, se possível, a fim de conhecer suas motivações, sinais e consistências vocacionais e traçar a melhor forma de colocar em prática seus estudos e discernimento,

“Como para os demais seminaristas, cuide-se de acompanhar estes candidatos mediante um caminho sério e completo, que, no âmbito de uma vida comunitária, deverá incluir uma sólida formação espiritual e teológica, de acordo com um oportuno método pedagógico e didático que leve em consideração o seu perfil pessoal” (Ratio Fundamentalis, 24).

Além de que “nem sempre é possível, e muitas vezes nem sequer é conveniente, convidar os adultos a seguir o itinerário educativo do Seminário Maior”, esses adultos podem enfrentar duas barreiras: a comparação e a solidão devido a pouca identificação com outros vocacionados mais jovens.

Dessa maneira, se faz essencial buscar formas de mantê-lo confortável no convívio fraterno através de um “reto relacionamento com os outros candidatos ao sacerdócio e períodos de presença na comunidade do Seminário Maior que poderão garantir a plena integração destas vocações no único presbitério, e a sua íntima e cordial comunhão com ele” (Pastores Dabo Vobis, 64).

  1. Aprenda mais sobre as vocações adultas

No Programa de Mentoria Jornada Vocacional estudamos juntos e partilhamos sobre esse e diversos outros temas relacionados à animação vocacional a fim de possibilitar estratégias para despertar e acompanhar novas vocações.

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