Entre as formas de aproximar-se e garantir o cultivo de um relacionamento com os jovens e adultos em busca do seu propósito de vida, podemos citar a internet, que tanto nos oferece maneiras sempre novas e criativas de conexão. Contudo, também sabemos bem que nada substitui o “canal de comunicação” mais valioso: o fator humano, o olho no olho, o encontro!
Aí é que entram os eventos e encontros vocacionais, onde testemunha-se ativamente a vocação e carisma para aqueles que estão ao redor, começando sua jornada vocacional. E, como dizia Santo Agostinho, “o testemunho arrasta”.
Mas, para quem são os eventos que temos realizado? Por que eles têm determinado formato? O planejamento está direcionado a objetivos claros?
Continue sua leitura conosco para refletir mais sobre essas perguntas e assunto!
“Há necessidade de trabalhar em duas frentes ao mesmo tempo, assim como Jesus trabalhava: os pequenos grupos e os eventos de massa. […] O pequeno grupo, como instrumento de evangelização, foi um dos instrumentos pedagógicos usados por Jesus ao convocar e formar seu grupo de doze apóstolos. Ao mesmo tempo, os eventos de massa exercem uma função importante no processo de evangelização dos jovens. Criam visibilidade e conquistam credibilidade, tanto na Igreja quanto na sociedade, e injetam ânimo e entusiasmo nos jovens e assessores” (Doc. 85 – CNBB, p. 85).
- Principais objetivos e pontos importantes na organização
Um evento ou encontro pode ter inúmeros objetivos (sempre partindo da centralidade evangelizadora): apresentar o carisma; atrair, acompanhar ou discernir vocações; arrecadar fundos; propagar cultura vocacional; são muitas as possibilidades! Ter esse “onde queremos chegar” em mente é fundamental para dar os primeiros passos.
Independente da finalidade e em maiores ou menores estruturas, todos necessitam de uma atenção especial aos seguintes principais detalhes:
- Local: Onde é? O ambiente precisa de limpeza e decoração? Tem alimentação disponível? É necessário a locação de um transporte até o local? Os custos que envolvem espaço precisarão ser cobrados ao público?
- Prazos: Quando acontecerá? O que precisa ser organizado ou analisado antes do evento, no dia e depois? Quais etapas devem ser priorizadas e qual é a respectiva data-limite de cada uma delas?
- Orçamento: Quanto há disponível? É suficiente? Serão vendidos ingressos? Pode-se contar com alguma doação? É necessário arrecadar dinheiro previamente?
- Equipe: Quantos são? Quem são? Tem suas responsabilidades definidas? Alguém está sobrecarregado? Tem uma pessoa fazendo a gestão da equipe?
- Programação: Quais são as atividades e o tempo programado para cada uma delas? Qual a ordem dos acontecimentos?
- Público: Quem são? Qual é a faixa etária? Qual é o perfil do público? Como as pessoas serão comunicadas? O que precisam saber/fazer/levar?
Apesar de bastante informação para planejar, passar por esse processo é fundamental para garantir que tudo saia conforme o esperado, alcançando os objetivos mapeados.
- Público: adolescentes X jovens adultos
Falando em público, compreender os diferentes perfis faz toda a diferença. A experiência dos eventos precisa ser marcante e transformadora em suas vidas, atendendo os gostos, linguagem e comportamento.
Nesse sentido, são duas faixas etárias potenciais que geralmente abordadas: os adolescentes e os jovens adultos (18 a 28 anos).

Ao pensar em um evento ou encontro vocacional para adolescentes, explorar um ambiente dinâmico, com animação, boa música, momentos ao livre para movimentar o corpo (gincanas e acampamentos), recursos audiovisuais atrativos, disposição de cadeiras não convencional (usando círculos e almofadas no chão, por exemplo), compartilhamento de testemunhos e histórias que geram identificação.
Em nível de conteúdo, sempre de forma interativa e também equilibrando com o aspecto emocional, essa fase é marcada por desafios de encontro com a sua identidade, passando de uma indefinição a partir de fora para uma definição a partir de dentro, descobrindo uma verdade pessoal mais profunda na necessidade por identificação, participação, afeto, estima e valor.
Para os jovens adultos, recomenda-se momentos de partilha em pequenos grupos, com acompanhamentos individuais e abordando aspectos práticos e objetivos com o projeto de vida, já que essa é uma fase que se encontram aflitos na busca por uma direção segura a seguir. Entre eles, a religião se enraíza na medida em que a fundamentação aproxima a religião e a vida, é fundamentada racionalmente e experiencialmente na finalidade de profundidade e formação de relações significativas.

Percebe como, para organizar um bom evento ou encontro vocacional, precisa-se de uma análise mais intensa do que normalmente é realizada, entendendo interesses e motivações?
Além do mais, como foi dito anteriormente, esses são meios para conexão e acompanhamento próximo, mas, para que as ações realizadas nesses espaços de oportunidade de evangelização estejam alinhadas e sejam assertivas, também o conhecimento prévio do público é essencial.
Por fim, no pós-evento, uma vez acesa a chama, deve continuar sendo alimentada!
“Quando estes eventos não estão ligados a um acompanhamento sistemático de educação na fé, os efeitos duram pouco” (Documento 85 – CNBB, 154).
Você gostaria de saber mais sobre essa temática?
- Aprenda mais sobre evangelização por meio de eventos e encontros vocacionais
No Programa de Mentoria Jornada Vocacional estudamos juntos e partilhamos sobre esse e diversos outros temas relacionados à animação vocacional a fim de possibilitar estratégias para despertar e acompanhar novas vocações.
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